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Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

LUNÁTICO DA POESIA

 Ainda um dia hei-de ter mordaz fama

Por ter atingido o pedestal do nada

Com débil poesia por mim engendrada

Que ao ler, o erudito lançará na lama

 

Nem sequer serei fugaz chama

Quando fogueira julgava em mim ateada

Por vazia musa a mim abraçada

Mulher vulgar que não alcandorou nada

 

Serei um lunático da poesia

Desprovido de imaginação

Que não passará de idolatria

 

Absurdo de versos que em meu ser estão

Serei um poeta da fantasia

Com meu estro nada tombando no chão

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 17:48

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Sábado, 29 de Maio de 2010

DETURPANDO O GENUÍNO AMOR

 

 O amor já não é amor mas só sexo

Este, pérfido a delirar

No Homem que teima em adulterar,

O genuíno amor, insensato, sem nexo

 

O amor passou nele a pequeno anexo

Onde sua sexualidade vai dejectar

Os excrementos, restos do seu saciar,

Que expele nauseabundo, complexo

 

O sublime amor não cabe em sua mente

Individualmente indiferente

P'los outros, sem se preocupar,

 

Porque só lhe interessa o seu viver

O amor é só em sexo a converter

Para quê perturbar o seu bem estar?

 

           João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 16:40

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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

O DOBRAR DO SINO APREGOA A MORTE

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 O pior é quando uma pessoa morre

Quando uma vida veio a acabar

Lembro porque ouço o sino a dobrar

Agora já só Deus a socorre

 

E como nenhuma oração me ocorre

Porque pouco ou nada sei rezar

Fico sua vida a lamentar

Sem que qualquer lágrima de mim jorre

 

Fito abstracto o firmamento

Até o som do sino não mais ouvir

Tenho morto o pensamento

 

Que não se consegue definir

Que só encerra em si o lamento

Por mais uma vida se extinguir

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 18:06

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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

RICOS E POBRES SEMPRE HAVERÁ

 Desde sempre com frieza ou com ardor

Homens divergiram e convergiram

No mal ou no bem se fundiram

O duro ódio opondo-se ao brando amor

 

Sempre uns plantaram uma árvore, uma flor,

Sementes lançaram que pão produziram

Que logo outros sem pejo consumiram

Sem para tal verterem uma gota de suor

 

É absurda mas dura verdade

Um ultraje na Humanidade

Que nunca em seu seio findará

 

Quem produz trajado de pobreza

Quem explora ostentando a riqueza

Ricos e pobres sempre haverá

 

            João M. Grazina (Jodro)

 

publicado por CAMAGE às 17:56

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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

SENHOR! O HOMEM SÓ MENTE!

 Tomba chuva ininterrupta na rua

Nas casas sobre os telhados

Nos campos que ficam alagados

Na árvore que se encontra nua

 

As folhas que eram roupagem sua

Arrancadas foram p'los ventos desalmados

Que os membros lhe deixou desnuados

E treme do frio que nela se insinua

 

As aves recolheram aos abrigos

Em qualquer canto se acoutaram os mendigos

Sua sina ruminando tristemente

 

E as crianças pobres que sofrem  Senhor

À chuva, vento, frio, fome, dor,

Protege-as porque o homem! Esse só mente!

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 17:56

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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

ESCULTORA SUBLIME

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Sublime escultora é a Natureza

Amenas flores no campo a esculpir

Verdes árvores, muitas a florir,

Que perfume exalam pleno de pureza

 

É também dela a certeza

De rios correndo mansos ou a bramir

Altas serras no horizonte a surgir

Sedutoras, fascinantes de beleza

 

E os animais que vagueiam pela Terra

Talha dia a dia com graça natural

E as estações do ano com a Primavera

 

O Sol a Lua que olham o lindo Portugal

O encanto que de norte a sul descerra

Ela é universalmente a mais genial

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 17:50

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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

VENDAS NOVAS ALEGÓRICA FLOR

 

 Vendas Novas alegórica flor pequenina

Aldeia quando monarquia a reinar

A desenvolver-se com graça se atina

Botão em flor a desabrochar

 

E pujante encorpando se definia

Já bela, já republicana a florir,

Pétalas multiplicando a abrir

Em metamorfose qu'em vila convertia

 

Naturalmente crescendo

Nos campos alentejanos já liberdade

Sempre mais linda foi sendo

Originando deslumbrante flor cidade

 

Se ramificou encantadora florindo

Ao prateado luar ao doirado sol

Que seu povo olha e admira sorrindo

A passar de malmequer a girassol

 

Foi realista aldeia graciosa

Republicana vila semeando amor

Agora cidade fulgurante airosa

Nas três fases sempre alegórica flor

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 17:35

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Domingo, 23 de Maio de 2010

TERNAS ANDORINHAS

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 Observo as andorinhas a enfileirar

Sobre os fios que trazem luz à minha rua

Olhando-as meu pensamento insinua

Da sua longa viagem acabaram de chegar!

 

Felizes tagarelam após intenso voar

P'lo espaço celeste onde flutua

O doirado Sol e a branca Lua

Elas querem seus filhos portugueses formar

 

Seu trajar de preto e branco enternece

Seu voar elegante e veloz extasia

Seus ninhos unidos nos beirais mais parece

 

Aglomerado de castelos em fantasia

Cantando, acasalando como lhe apetece

Formam lindo bairro d'alegria

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 16:48

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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

VISITADO PELO OUTONO

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O Outono veio fazer-me companhia

Sentou-se à mesa a meu lado

Onde escrevo na poesia embrenhado

Verdades misturadas de fantasia

 

Embebidas de melancolia

Nosso sentir em pleno irmanado

E depois de lealmente nos termos olhado

Falámos da nossa sentimental poesia

 

Penetrada da mesma tristeza

São os caprichos da Natureza

Que assim nos decidiu esculpir

 

E tristes nos dedicámos a falar

Com as folhas das árvores a tombar

O frio a chuva lá fora a cair

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 18:20

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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

CONVERSANDO COM DEUS EM ABSTRACTO

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Ó Deus! Agora que sózinhos aqui estamos

Conversemos sobre o mal e o bem

Que o Mundo, naturalmente contém,

E se disputa entre os humanos

 

Ó Deus! Diz-me porque é qu'a formação

Da Terra, que divinamente engendraste,

E os que por ela deambulam, nela estão,

Só de bem e amor não formaste!

 

Ó Deus! Porque é que está vocacionado

Para a violência, intriga, mesquinhez,

O Homem que se é por ti dominado!

Não lhe incutes na mente a sensatez!

 

Ó Deus! Porque é qu'as crianças, meigas, puras,

Que p'la sua inocência nem pecadoras são

Sofrem tantos reveses sem razão

E que não os sofreriam se mais lesto foras!

 

Ó Deus! Porque é qu'os de mais velha idade

São pelos mais novos preteridos

Em qualquer canto arrumados, esquecidos,

Depois de por eles privados da sua vontade!

 

Ó Deus! Porque é tanto desequilíbrio

Na Terra, nuns lados havendo muito pão,

Noutros, p'ra miséria nem sequer um grão,

Nuns fartura, noutros, fome sem alívio!

 

Ó Deus! Muito mais tinha para te dizer

Mas vou acabar rogando-te um favor

Elimina da Terra o ódio! Planta só amor!

E perdoa este meu atrevido proceder!

 

Ó Deus! Estive para ti a falar

E nem sequer uma vez me respondeste

E fico em mente a conjecturar

Que não m'escutaste ou não me entendeste

 

            João M. Grazina (Jodro)

publicado por CAMAGE às 17:52

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