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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

PARDAL! ÉS BEM PORTUGUÊS!

 
 Não me olhes assim pardal destemido
Lá do cimo do telhado
Cumprimenta-me! Sê bem educado!
Deita fora esse ar presumido!
 
Não emites o homem fenecido
Das regras de bem comportado
Desce daí e vem p'ró meu lado
Do humano estou desiludido
     
Ensinar-te-ei com prazer
Português a ler, escrever, falar,
Boas maneiras de proceder
     
Em troca ensinas-me a voar
Para irmos o mundo percorrer
A lusa pátria bem representar
     
        João M. Grazina (Jodro)            
     
Meditabundo: E foi precisamente
embrenhado em pensamentos meus,
que me brotou do coração  este poe_
ma, estimulado, quando da varanda
do prédio onde moro, olhava os par_
dais que por ali abundam voando de
telhado para telhado no seu jeito azou_
gado e barulhento e curiosamente um
deles pousou no beiral do telhado
mais próximo de mim olhando-me al_
go atrevido e chilreando sem canseira
e naturalmente aconteceu poesia.
Título sugestivo do poema trouxe-me
à memória Camilo e Aquilino escreven_
do páginas geniais sobre os costumes,
a maneira de estar da vida dos portugue_
ses, presentemente algo insensata  ou
será a nível mundial? Noto que a Huma_
nidade atravessa um período bastante
conturbado e digo com ironia que é tal_
vez a excessiva poluição atmosférica  a
envenenar-lhe o raciocinio e por vezes
interrogo-me, será que o Homem irres_
ponsável e inconscientemente está a
eliminar a vida na Terra?Que a degrada
brutalmente não há dúvida! Induzido pe_
lo tema em causa veio-me ao pensa_
mento o conceito que o Homem faz do
amor e da paixão, que não é a mesma
coisa embora muitos o julguem assim,
na minha maneira de interpretar a vida,
o amor é um sentimento sublime cujo
caminho vai sempre ter ao bem, a pai_
xão é um trilho pestilento que conduz
ao ... nada!
     
                         "Jodro"
publicado por CAMAGE às 17:29

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Domingo, 17 de Junho de 2007

SEARA DE TRIGO

 Seara de trigo acarinhada pelo vento
Que a faz levemente ondular
Lembrando belo e manso mar
Que prende meus olhos nesse encantamento
     
As espigas em constante movimento
Que o dourado Sol vai beijar
Quentes carícias que as vão lourejar
Formando-lhe lindo vestido amarelento
  
E há manchas de verde nesse vestido
Em anarquia por ele distribuído
Que lhe dão sublime beleza
     
Onde minha alma extasiada fica
Sensibilizada a meditar se aplica
No trigo, pão para o Homem à sua mesa
     
             João M. Grazina (Jodro)  
     
Poema que me foi inspirado pela saudade
quando, já lá vão dezenas de anos, passava
em várias direcções pela planície alentejana
e me extasiava a olhar os extensos trigais a
perder de vista, em que ao Alentejo chama_
vam o celeiro de Portugal e fico meditando
nas coisas surpreendentes que aconteceram
nessas dezenas de anos e com o coração a
palpitar saudoso das pessoas do meu passa_
do (quase todas já envolvidas pelo negro man_
to da morte) em que havia mais pobreza mas
mais solidariedade, sim, é verdade, dividia-se
mais o pouco que havia uns pelos outros,
chamem-me saudosista que não me importo,
(considero isso um absurdo) que eu chamo 
aos tempos de agora, egoísmo!
     
                                     "Jodro" 
publicado por CAMAGE às 20:17

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

ROSAS PARA O MEU AMOR

 
  Para o meu amor rosas levei
Que no campo duma roseira colhera
Quando em deslumbrante Primavera
À beira dum cercado passei
    
A colher as rosas me enlevei
Meditando que já em jovem assim fizera
Ah! Voltar a esse tempo quem me dera
Da minha juventude saudoso fiquei
    
Mas amor é chama que na alma permanece
Quando verdadeiro jamais desfalece
Só a morte apaga tão afectuoso calor
    
Eis porque exuberante de alegria
Num primaveril e radioso dia
Feliz, rosas lindas levei ao meu amor
              João M. Grazina (Jodro)
                
Meditabundo: Quando se ama de verdade,
o amor é puro, tal água cristalina que nada
nem as adversidades conseguem turvar  e
quando, com euforia no campo um homem
colhe uma flor e a leva enlevado à mulher
que ama, isso é ... amor ! O homem que
não ama com sinceridade uma mulher,
não se preocupa em colher no campo uma
flor e levar-lha, é-lhe indiferente porque não
o sensibiliza o amor !
    
                                        "Jodro"
publicado por CAMAGE às 10:49

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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

ASSIM ME CONSISTO

  Sou mais feio do que bonito

Mais pequeno do que grande, naturalmente,
Mais estúpido do que inteligente
Mais vagaroso do que expedito
    
Não tenho riqueza nem com isso me contristo
Sou pobre sem ser indigente
Sou mais taciturno do que sorridente
É desta forma que me consisto
    
Foi assim que a Natureza me talhou
Na simplicidade que sou
Não sou menos nem sou mais, sou eu mesmo,
    
Não adianta dizer que queria ser mais alguém
Cada um é o que é e tem o que tem
Pois qu'a sorte na vida deambula a esmo
    
            João M. Grazina (Jodro)           
    
Meditabundo: Quem não me conhece
confie na sinceridade de como neste
poema me julgo tanto física como inte_
lectualmente, sem sofismas ou falsa
modéstia tão vulgar no Homem, tenho
plena consciência que sei como sou e
digo-o franca e lealmente, com um pou_
co de fantasia poética, como é evidente,
cada um é como a Natureza o formou  e
dotou, ninguém fez nada para ser bonito
ou feio, grande ou pequeno, estúpido ou
inteligente, expedito  ou  preguiçoso  e
mais o que se depreende.
Tudo o que constitui o Universo é da
autoria da caprichosa Natureza, que nos
talha coisas belas mas também outras
execráveis e quem domina a Natureza?
Mistério insondável.
A isto ligado interrogo: Quem apareceu
primeiro, o ovo ou a galinha?
    
                                   "Jodro" 
publicado por CAMAGE às 15:37

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