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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

MEU ALENTEJO FLORIDO

 
 Meu Alentejo florido como estás
  Vestiu-te assim garrido a Primavera
Com um manto de flores cobrindo
Fato verde erva sobre teu corpo terra
    
Ela esmerou-se e pôs-te belo
Com sedutor traje de múltiplas cores
Onde predomina o amarelo
De miríades campesinas flores
    
Malmequeres e outras flores finas
Alegres mostram seu amarelo sem canseira
E as papoilas encarnadas em tuas colinas
De verde relva, são cores da tua bandeira
    
Agitadas p'lo vento em várias direcções
Beijam-se sem olhar a espécie ou cor
Vivendo unidas sem convulsões
E o baloiçar com o vento une-as em amor
    
Delicias os olhares de quem passa
Que te fitam embevecidos, encantados,
E teu colorido inebria, ultrapassa,
A sensibilidade dos desnaturados
    
Teus imponentes sobreirais são
Lindos coretos onde cantam passarinhos
Cantam, sim, a saudade do meu coração,
Quando em criança neles andei aos ninhos
    
Saudade longe do tempo mas a magoar
Incessantemente meu coração dorido
Como magoa quando a morte me abraçar
Não ver mais meu Alentejo florido
    
            João M. Grazina (Jodro)          
    
Meditabundo: Vibra-me mais célere o coração
quando me embrenho em pensamentos no meu
Alentejo, que já não vejo coberto de searas de
trigo, como no tempo da minha juventude, mas
mantenho por ele a mesma afeição pintando-o
 
com as cores da minha poesia como a sinto.
A sexta estrofe deste poema é uma criança
saudosa na minha alma a chorar.
    
            João M. Grazina (Jodro)             
publicado por CAMAGE às 21:10

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Domingo, 27 de Maio de 2007

INOCENTES MALMEQUERES

 
Os malmequeres que vegetam
P'lo meu lindo Portugal fora
Transmitem recordações que me penetram
E que nunca mais se vão embora
    
São a saudade a badalar
Meu jovem tempo quando os desfolhava
Mal me quer bem me quer que confiava
Calhar sempre bem no seu findar
    
E ficava crente que era verdade
E se terminava onde não queria
Logo outro malmequer colhia
Até chegar à minha jovem leviandade
    
Miríades de vezes os desfolhei
Sempre embuído da esperança amor
Pobres flores que tantas vezes atirei
P'ra longe de mim cheio de rancor
    
Porque na última pétala dizia mal
E não bem como ansioso esperava
Até alguns frustrado espezinhava
Desvairado do seu final
    
A juventude é irreflectida, crente,
Que tudo na vida é facilidade
Sem se aperceber da falsidade
Que mascara por vezes, até o indigente
  
Malmequeres lindos, puros,
Enganam quem os desfolha, sem intenções,
A uns deixa os corações inseguros
A outros, seguros os corações
               João M. Grazina (Jodro)
              
Meditabundo: No meu tempo de jovem e já lá
vão dezenas de anos, tanto nos rapazes como
nas raparigas havia o hábito(devaneios) quando
a deambular pelo campo onde se multiplicavam
os malmequeres, colher alguns e desfolhá-los
pétala a pétala no bem me quer mal me quer
para saber se eramos queridos por quem dese_
javamos namorar, foi, neste poema, a saudade
a martirizar-me pois que a juventude em mim
secou para sempre, mas não é possível amor_
daçar a saudade, ela rói, rói sempre cruelmente
e como magoa!
    
                                       "Jodro" 
publicado por CAMAGE às 20:07

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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

A BRANDA LUA

 
 Trajada de divina alvura
Passa a Lua pelo espaço celeste
 Tal noiva que de branco se veste
Com diáfano véu de virgem pura
    
Seu rosto, luz em amena brandura,
Alicia o Homem p'ra que ao bem se apreste
Se dispa do mal que o veste
E se vista da sua infinda doçura
    
De cor branca da paz que à paz induz
Os povos que beija com sua meiga luz
Ao caminhar sobre eles de mansinho
    
Lua a inspirar poetas com ardor
Aos namorados docemente amor
Para que na Terra floresça só carinho
                 João M. Grazina (Jodro)
               
Meditabundo: Ó Deus, porquê o ódio,
porque não formaste o Homem só
d'amor? Não consigo interpretar essa
Tua Atitude e tanta atrocidade pelo
imenso Mundo! 
     
                                            "Jodro" 
publicado por CAMAGE às 17:45

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

MANHÃ BELA

  Era uma manhã bela perfumada
Pelas flores que p'lo campo vegetavam
Que nas gotas de orvalho se refrescavam
E lhes formara a bruma da madrugada
    
As aves cantavam de forma enlevada
Olhando dos ramos onde se empoleiravam
As flores que radiantes as escutavam
Obra sublime p'la Natureza gerada
    
Riachos corriam em leve cantilena
Talhando poças onde em sua água serena
Rãs coaxavam, era a sua voz o seu cantar,
    
E landes se desprendiam dos sobreiros
Pinhas dos verdes e esguios pinheiros
Que nas folhas caídas p'lo chão se iam acamar
                 João M. Grazina (Jodro)
               
Meditabundo: Olhando a bela Natureza me
inspiro concebendo poemas com naturalidade
    
                                    "Jodro"
publicado por CAMAGE às 12:19

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

PLANÍCIE AO SOL AGONIZANDO

 

   Miríades de plantas murcham em estertor

Desalentadas em dor insana
Ao Sol tórrido da planície alentejana
Que lança de seu corpo chispas com furor
    
A verde erva a colorida flor
O Sol torra, de amarelo as irmana,
As massacra, as trucida, as esgana,
Que tombam na terra, secas  sem fulgor
    
Impressiona olhar assim a planície imensa
Desolada, agonizando em dor intensa,
P'los pérfidos raios do Sol queimada
    
Onde nem um riacho corre murmurando
Nem uma fonte nem uma ave no espaço voando
Só a cigarra estridula desatinada
               João M. Grazina (Jodro)
                
Meditabundo: Eis a verdade da planície
alentejana em pleno verão.
    
                                       "Jodro"
publicado por CAMAGE às 10:54

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Domingo, 6 de Maio de 2007

AO MESTRE DA LUSA POESIA POPULAR(António Aleixo)

 
 António Aleixo cautelas vendia
No seu fadário de cauteleiro
Em simultâneo poeta por inteiro
Eleito por Deus mestre da popular poesia
    
Cautelas e poemas distribuia
Por onde passava, puro, verdadeiro,
Nas cautelas ofertando dinheiro
Nos poemas a arte que bela esculpia
    
Que expressava pleno de ardor
Filosofando de forma sábia serena
Sem da universidade provar seu sabor
 
Só experiência da vida nada amena
À riqueza não dava valor
Era pobre sem dessa condição ter pena
            João M. Grazina (Jodro)
                  
Meditabundo: Ser poeta, é um dom com
que o traja a Natureza, António Aleixo é
um exemplo genuíno de poeta e até de
filósofo, sem frequentar universidades.
    
                                       "Jodro" 
publicado por CAMAGE às 11:03

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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

A ESPERANÇA ME GUIA

 

 

Segui o rumo da esperança

Quando ainda era um menino
De pouca idade, pequenino,
Com a naturalidade de criança
    
Coração pulsando com pujança
Célere algo em desatino
Os olhos procurando o melhor caminho
Para chegar à bem aventurança
    
A estrada da minha vida definido
Segui e sigo de esperança vestido
Ela me aquece me envolve cuidadosa
    
Se numa má hora me acontece tombar
A esperança me ajuda a levantar
Me anima bela carinhosa
        João M. Grazina (Jodro)
               
Meditabundo: Quando não há esperança
num coração, não há esperança dum
grande amor alcançar que se deseja e
ainda não se conseguiu.
                                "Jodro"
publicado por CAMAGE às 20:21

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