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Domingo, 29 de Abril de 2012
O BENÉFICO SOL

 

 O Sol é para todos de graça

Que com calor e luz os beneficia
Também à Terra dá vida e alegria
Quando pelo espaço celeste passa
 
E incansável não se maça
Em plenitude dia a dia
A originar tudo o que a terra cria
Para que todos satisfaça
 
E trabalha sem nada cobrar
Basta-lhe o prazer da sua missão
Aquecer e iluminar todos por igual
 
Sem privilégio ou distinção
Íntegro sem de atitude mudar
Não é para uns sim e para outros não
 
          João M. Grazina (Jodro)


publicado por CAMAGE às 16:56
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
O ENIGMA DA NATUREZA
O ser humano está subjugado
Pela enigmática Natureza
Que lhe impõe com brandura ou aspereza
Coisas boas e más por ela deliberado
 
Com inflexível rumo traçado
A cada ser que desabrocha em beleza
Que por ele segue na incerteza
Sem apreender se bem ou mal fadado
 
Ao que a Natureza estabelece
Não adianta qualquer um se revoltar
Ela tudo domina como lhe apetece
 
Absoluta, omnipotente a mandar,
Uns beneficia outros desfavorece
Ninguém a consegue desvendar
 
            João M. Grazina (Jodro)


publicado por CAMAGE às 11:28
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
ENCANTADO NA OLIVEIRA
 
 Oliveira que vi nascer e cresce
De vestido verde para eu a admirar
E todos os anos de flores o guarnece
Para ainda mais me encantar
 
E pétalas das flores no chão caindo
Suaves, brancas símbolos da paz,
Que o Homem em quezílias envolvido
Irracionalmente, encontrar não é capaz
 
O vento os ramos lhe agita
Que origina as pétalas o chão juncando
Que dum branco divino fica
Minha alma dulcificando
 
Aves diversas no espaço pululam
Pousando na pacífica ramagem
A cantar-lhe amorosas a adulam
Em harmoniosa mensagem
 
Cujo conteúdo não decifro, desconheço,
O que docemente estão a transmitir
Nem com isso me entristeço
Me satisfaz inebriado, ver e ouvir
 
            João M. Grazina (Jodro) 


publicado por CAMAGE às 18:22
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Domingo, 4 de Março de 2012
TORTURADO P'LO CHORAR DUMA CRIANÇA

 

 Criança! Não fiques amargurada a chorar

Que eu estou plenamente contigo

Dá-me a mão e vamos ver o trigo

No campo, ao sol já a lourejar

 

Depois! Fomos correndo a brincar,

É deveras contente que o digo

Ela à frente eu atrás a persigo

Fazendo não a conseguir apanhar

 

E caí no chão cansado fingindo

E ela olhou para trás sorrindo

Esquecida do chorar da amargura

 

E ficou inocentemente pensando

Que era invencível seu corcel montando

A correr em veloz loucura

 

           João M. Grazina (Jodro)



publicado por CAMAGE às 16:13
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
OLHANDO AO LONGE
 
Pela minha vida os olhos passei
Desde que nasci até ao presente
Não me senti contente nem descontente
Com o mau e bom que vi me conformei
 
Mas muitas coisas só vislumbrei
Já difusas no meu consciente
O tempo as foi apagando lentamente
E há outras de que nunca mais me lembrei
 
E a meditar me recolhi
Semblante deveras tristonho
Pelas dolorosas saudades que senti
 
Dos momentos que passei risonho
Até dos tristes, pois com eles na vida aprendi,
Ou será que tudo não passou dum sonho!
 
            João M. Grazina (Jodro)


publicado por CAMAGE às 19:10
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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
A MALDADE
Segue perniciosa a maldade
Por trilhos tortuosos lamacentos
Onde não se vislumbra amenidade
Vazia de sorrisos olhos de ódio sedentos
Embebidos de plena crueldade
Satisfeita a ouvir tristes lamentos
De pessoas, que ouve de feliz a exultar,
É a sua maneira de na vida estar
 
Com naturalidade foi concebida
Para semear o mal pela Terra
De benevolência despida
Pois que a hediondez venera
Para ela a mais apetecida
A adorá-la toda se esmera
E a bondade de si repele
Com ela não se dá nem quer
 
Ela é deveras odiosa, abominável,
Vociferando de raiva contra o bem
A detestar o belo afável
Com ódio e rancor que de si provém
Sua forma de vida é detestável
P'ra quem prodigaliza amor e paz também
Ó maldade, porque é que na Terra existes?
Porque é que contra o bem persistes?
 
            João M. Grazina (Jodro)
 
 
 
 


publicado por CAMAGE às 17:36
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
INTRANQUILAMENTE VIVENDO

 

Vou intranquilamente vivendo

O tempo que me pertence de vida

A alma desesperada entristecida

As esperanças nele morrendo

 

Os sonhos em frustração  fenecendo

A ilusão que pensei do mundo, esvaecida,

Afinal a ilusão p'la desilusão vencida

Não mais que um vislumbre perecendo

 

Tantas coisas que em jovem conjecturei

Só a mentira não assimilei

Contra ela furibundo me enraiveci

 

E por isso muitas delas não obtive

Porque a mentira não usei, pois que só vive

Em mim a verdade que p'ra todos sorri

 

            João M. Grazina (Jodro)



publicado por CAMAGE às 18:07
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011
INGENUAMENTE A DEVANEAR

Nunca mais deixo de sonhar

Como quando era pequenino
Pois já na velha idade me definho
E continuo ingénuo a devanear
 
Sem meu tempo de vida imaginar
Que seu sol já não vai radioso a pino
Que já morre no horizonte divino
P'rá infinda noite começar
 
Mas saio do devaneio, da ingenuidade,
E tombo na amarga verdade
Dum vão sonhar, afinal sonho!
 
São frustrações íntimas a carpir
Que deixam em meu semblante um sorrir
Amargo, desesperadamente tristonho
 
            João M. Grazina (Jodro)


publicado por CAMAGE às 17:25
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
A VIDA A CORRER

 
 
A vida corre e todos corremos

Atrás da vida seduzidos, encantados,

Em frenesim a ela agarrados

Para ver se não a perdemos

 

E seus trilhos imprevisíveis percorremos

Pelo destino com rigor traçados

E que seguimos por ele empurrados

Sem disso nos apercebermos

 

E a vida a correr nos transforma

De novos em velhos sem piedade

Atuando com impassível norma

 

Enraizada de naturalidade

Que em absoluto a forma

Um mistério da Humanidade

 

            João M. Grazina (Jodro)

 

 
 
 
 
 


publicado por CAMAGE às 17:40
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Sábado, 19 de Novembro de 2011
A SAUDADE

É doce tristeza a saudade

A lembrar-nos o passado com brandura

Os corações saudosos magoa sem maldade

Conjugando felicidade e amagura

Que cumpre por obrigatoriedade

À Natureza inflexível dura

A saudade acabrunha-nos o coração

Com as coisas que foram nossa paixão

 

A saudade é doce e amarga bebida

Que nos corações se mistura amena

Sem apelo por todos ingerida

A lembrar-lhes coisas passadas s'empenha

Retalhos bons e maus da ainda jovem vida

Que cismam não mais voltar e lhes causam pena

A saudade é um sofrer cativante

Única que sobrou nos corações do distante

 

A saudade é indolência

Que em nós se enraiza tristonha

Nos massacra plena de inocência

Austera sem ser medonha

Nos enleia com complacência

A nós se pega sem ser peçonha

Nossa alma alivia e mortifica

E até morrermos connosco fica

 

           João M. Grazina (Jodro)



publicado por CAMAGE às 19:54
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